Portugal é na União Europeia o segundo país com maiores desigualdades sociais. Sem um tecido produtivo consistente, temos vivido à custa dos apoios que chegam da União e que em vez de serem utilizados para criar riqueza e gerar desenvolvimento, foram e são desbaratados em obras de fachada, pouco ou nada úteis na sua maioria, ou então desviados para as contas daqueles que lhes têm acesso. Uma classe governante inapta, tentou fazer-nos crer que esse rio de dinheiro seria inesgotável e pior do que isso, que os generosos ofertantes não queriam contrapartidas, que o seu objectivo seria apenas o nosso bem-estar. Entretanto acabamos com a nossa frota pesqueira, demos cabo da agricultura, arrasamos com a incipiente indústria que ainda tínhamos. Para dourar a pílula inventaram-se umas parcerias com grandes empresas multinacionais, que por cá instalaram algumas fábricas entretanto fechadas e fizemos a grande aposta no turismo, como se fosse possível transformado o país numa espécie de jardim zo...