Escrevinhei esta crónica há já uns tempos... Continua actual, talvez mais actual do que nunca: Deus morreu, Marx morreu e, eu próprio não me sinto lá muito bem. É este o retrato do partido actualmente no poder. Aderente entusiasta da “real politic”, o partido liderado por José Sócrates é isso mesmo, um conglomerado de interesses, sem referências, condenado a governar à vista, dependente de lideranças conjunturais, forçado a reagir mais do que a determinar a sua própria agenda. Partido laico, que meteu o socialismo na gaveta e que por via disso, perdeu as referências ideológicas. Só assim se entende o percurso ziguezagueante das suas reformas; da educação à saúde, da justiça à reforma fiscal, passando pela administração pública, tudo no governo deste partido é fachada inconsistente, pastiche político, governação “a la carte” Manipulam-se dados estatísticos, distorcem-se verdades, sufoca-se o contraditório, recorre-se ao “Photoshop” e eis o país moderno, das energias renováveis, das ...