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Mensagens

Na Ler com Prazer

Amanhã A não perder

Que posso eu dizer? Luis grande Luis

Na sexta-feira, no Sobreiro, às 20:30, quem quiser arriscar, pode vir viajar comigo pelos sabores de uns quantos condimentos e procedimentos culinários de aqui e de ali e, já sem riscos, com o Nuno do Ó, pelos sons e cores do dendê, talvez da canela e pimenta do reino.  O Nuno vai cantar, bem como é seu hábito, e eu vou tentar cozinhar. O prato central vai ser moqueca mista, só podia ser mista em sintonia com a miscigenação da noite... sim, não ficamos pelo Brasil, vamos vaguear por aí! Das entradas, as tâmaras com bacon lembrar-nos-ão que os ventos de mudança que sopram no Magreb percorrem desde sempre a rota do tempo, ziguezagueando entre as duas margens do mediterrâneo. “Revueltos” são os tempos que vivemos e também “los huevos con  setas” que, apesar de fungos em castelhano, soam nesta nossa pátria-língua, ao veloz galopar do  Jinete  de Rafael Alberti:  “Galopa, caballo cuatralbo  Jinete del pueblo, que la tierra es tuya    A galopar, ...

Catrapuz Lá Caiu o Governo

Ao que parece caiu o governo. Catrapuz! Elaboram-se cenários, afiam-se os votos, dá-se brilho às urnas. As faixas que vão decorar a taça já estão encomendadas, serão cor de laranja, mas, por via das dúvidas, mandaram-se fazer também umas cor-de-rosa, não vá o diabo tecê-las. Está tudo pronto, nas diferentes sedes engomam-se as bandeiras, contam-se os emblemas e as esferográficas, dobram-se as camisetas de manga curta, retocam-se programas, ensaiam-se apertos de mão, treinam-se sorrisos ao espelho. Há um clamor geral a perpassar da rua para as sacristias: “agora é que é! Chegou a hora da luta! Vamos mudar esta merda! Vamos todos votar! Vamos reduzir a abstenção a uma expressão ínfima!” O nosso futuro - pensa-se - está nas nossas mãos, impresso num rectângulo de papel que se enfia numa ranhura e pronto… Eu estou de todo renitente, mesmo espantado, até porque, sei que a esquerda tem tantas hipótese de chegar ao poder através do voto, quanto um cidadão anónimo levar com uma cagadela de p...

Dia do Pai

Hoje é dia do pai É um dia bom, está Sol e os pais são Sol. As mães são lua, afectos doces, velados, mimos escondidos, carícias, regaços gentis, ternura. O pai é Sol; tudo ali, expresso, às claras, é o amor que queima, próximo e distante, exposto. O pai serve para isso mesmo, para ser servido inteiro. Mastiga-se, come-se, digere-se e depois expele-se, decantado dos valores que não servem aos filhos, que já não servem aos filhos. Mas é nessa digestão que nós crescemos, que nos tornamos gente. Assim à luz dos olhos dos outros, expostos, porque temos ou tivemos pai. Eu sou pai, estou aqui inteiro, pedaço a pedaço. Sangue do meu sangue segundo dizem e eu até acredito…

Estes romanos são loucos

Estou assim a modos que estupefacto. Porquê? Perguntar-me-ão. Eu explico. No passado dia 10 de Março foi rejeitada uma Moção de Censura ao governo pelo nosso estimável Parlamento. Disseram os senhores deputados com ar sério e compungido, que, apesar do governo governar mal, que apesar da maioria dos portugueses estarem a suportar privações abrasadoras, de não bater a bota com a perdigota nos dados fornecidos pelos excelsos ministros… se a dita Moção fosse aprovada seria o caos, o fim do mundo, o mais aterrador dos pântanos, porque os nossos credores, os senhores mercados e os países do centro da Europa, aqueles das duas guerras mundiais, deixariam cair a espada de Dâmocles no macio cocuruto da nossa soberania. Quem aprovasse tal moção seria não só incauto, mas pai de toda a irresponsabilidade, co-responsável, por tudo de mau que nos viesse a acontecer, co-autor do Inferno na terra. Há que aguentar! Gritaram estóicos, há que passar uma imagem de coesão, argumentaram sibilinos. Quando ...

Será sempre

Foi Ontem