Comissão de Ética Por Miguel Sampaio fevereiro 19, 2010 Há muitos anos atrás, quando ainda não existiam automóveis.As pessoas, deslocavam-se utilizando cavalos ou burros, ou até mesmo carroças puxadas por juntas de bois. Nada era como hoje em dia, as estradas a maior parte das vezes, não passavam de caminhos em terra batida, cheios de buracos e enlameados quando chovia, era muito desconfortável viajar nessa época.Havia no entanto alguém que tinha de viajar bastante. Em muitas povoações faziam-se feiras de gado, onde se comerciava tudo o que fosse animal, desde galinhas a coelhos, cães, gatos, porcos, vacas, cavalos, burros, enfim, todas as espécies domésticas tinham lugar nessas feiras.É claro que os comerciantes de gado saltavam de feira em feira para fazer os seus negócios, e por isso, percorriam muitos quilómetros por esses caminhos mal amanhados.Era raro viajarem sozinhos, normalmente juntavam-se em grupos e assim sentiam-se mais seguros no caso de serem assaltados, ou atacados por alguma alcateia ao atravessar um sítio mais isolado. Nesta história, verdadeira, o negociante de gado, fez-se acompanhar por um empregado de confiança, que até era bom rapaz, mas que tinha um grande defeito. Era um bocado fanfarrão…Saíram cedo, ainda de noite, cada um em sua montada, e percorreram em silêncio grande parte do caminho. Depois de o Sol ter nascido, pararam um pouco para descansar e comer qualquer coisita, que as forças já começavam a faltar.Foi então que o empregado quebrou o silêncio.- Oh patrão, ainda bem que nasceu o dia, sabe que eu já estava a ficar com medo.- Então porquê, perguntou o patrão. Aqui não existem salteadores, nem animais perigosos…- Aí é que o patrão se engana, ainda outro dia quando vim roçar mato para estas bandas, eu vi uma raposa tão grande que mais parecia um boi.- A sério?- Verdade patrão, se eu não me tivesse escondido atrás de umas moitas, se calhar já cá não estava para lhe contar, que a raposa de tão grande que era, comia-me pela certa.O patrão não disse nada, limitou-se a sorrir, montou-se no cavalo e seguiu viagem, com o fanfarrão atrás.Passado um bocado e como quem não quer a coisa, o patrão com um sorriso, apontou um rio que se via muito ao longe serpenteando entre as encostas da montanha.- Estás a ver aquele rio. Nós vamos atravessá-lo por uma ponte que ainda não se vê daqui e que se chama, imagina, a ponte dos mentirosos.- A ponte dos mentirosos! Porquê patrão?- Porque é uma ponte especial, dizem que se alguém tiver pregado uma mentira e a tentar atravessar, ela abre-se, e essa pessoa cai ao rio.O empregado calou-se e ficou com um ar pensativo, mas não deu parte de fraco.Passado um bom bocado, ouviu-se a sua voz.- Patrão, oh patrão.- Diz lá o que queres rapaz.- Bem o patrão recorda-se de eu lhe ter dito há bocado que tinha visto uma raposa do tamanho de um boi?- Sim, lembro.- É que ela não era bem do tamanho de um boi, era assim mais como um cão, mas um cão grande, isso com certeza.- Ahhh, limitou-se a responder o patrão.- Quanto mais avançavam e mais perto ia ficando a ponte, mais nervoso o rapaz ia ficando.Até que.- Oh patrão, afinal a raposa não tinha nada o tamanho de um cão, agora que me lembro melhor, quase que posso jurar que se tratava de uma raposa como as outras, nem mais nem menos.- Tu é que sabes, tu é que a viste. Retorquiu o patrão.Entretanto chegaram à beira da ponte e enquanto o patrão a atravessou sem hesitar, o bom do empregado ferrou a mula e não havia modos nem maneiras de o pôr em cima da dita ponte.- Então o que se passa, perdeste o pio? Perguntou-lhe o patrão.- Porque é que não atravessas, Queres dizer-me alguma coisa?- Sabe patrão, é que eu nunca vi raposa nenhuma e se me puser a atravessar a ponte, ela abre-se e eu caio ao rio patrão e como não sei nadar…- Não te preocupes rapaz, agora que disseste a verdade podes vir à confiança, que a ponte não se abre. Mas que isto te sirva de lição, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo. Partilhar Obter link Facebook X Pinterest Email Outras aplicações Partilhar Obter link Facebook X Pinterest Email Outras aplicações Comentários piecho20 de fevereiro de 2010 às 20:04http://www.youtube.com/watch?v=K5kyGsNlmdsmáriubeijoResponderEliminarRespostasResponderAdicionar comentárioCarregar mais... Enviar um comentário
Viva a globalização II Por Miguel Sampaio fevereiro 21, 2010 WILSON from Arnaud Bouquet on Vimeo . Vou postar todos os dias um video com lágrimas. Um video do absurdo e da estupidez. Um video da insanidade deste mundo que habitamos. Da esquizofrenia global. Da imensa tristeza de habitar tal espaço... aqui
Viva a globalização V Por Miguel Sampaio fevereiro 24, 2010 METHCAL from Arnaud Bouquet on Vimeo . aqui
http://www.youtube.com/watch?v=K5kyGsNlmds
ResponderEliminarmáriu
beijo