Lava, líquido esbrazeado a galgar a cidade, tudo a arder.
Gente esbaforida a correr desordenada pelas ruas do centro histórico. Um tétrico clarão laranja a invadir os céus.
O Sertório e o Giraldo, S. Mamede, a Sé e Sto Antão, todo o casario em brasa. Do alto de São Bento as pessoas atónitas contemplam a cidade em chamas.
É o Suão que chega murmuram os velhos...
Mas da Acrópole chega uma música tranquila a acompanhar voz sóbria de barítono.
- Sou eu que quero, sou eu que mando, sou eu e eu e apenas eu.
E a lava escorre e queima o ventre da cidade.
Foi o diabo que se veio e secou tudo à volta, eis o que foi
hajam poetas que transformem a realidade bruta em arte!
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